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Saude

Anticorpos e ataque à infecção são chaves para vacina contra Covid-19

Ivonne Malaver / Miami / Uma “vacina eficaz” para combater a pandemia de Covid-19 não só terá que atacar o coronavírus com anticorpos, como conter a infecção, segundo o argentino Alejandro Cané, diretor de vacinas e assuntos científicos da Pfizer para América Latina e Canadá.

Em conjunto com a empresa de biotecnologia alemã BioNTech, a companhia americana está desenvolvendo uma vacina contra a doença e espera que esteja disponível até o final deste ano. Nesta quarta-feira, o governo dos Estados Unidos anunciou um acordo de quase US$ 2 bilhões para que sejam produzidas e fornecidas no país 100 milhões de doses dessa vacina.

“Este vírus precisa de uma resposta vacinal que gere anticorpos que bloqueiem a atividade do vírus, mas também uma resposta celular que controle a infecção, precisa tanto de respostas humorais quanto celulares”, disse Cané em entrevista à Agência Efe.

De acordo com o executivo argentino, a Pfizer planeja iniciar a terceira fase de desenvolvimento da vacina “no final de julho ou início de agosto”, com uso experimental em 30.000 pessoas de 18 a 85 anos em Brasil, Argentina e Estados Unidos.

Embora a vacina, conhecida como BNT162, já esteja em produção em massa, ainda está pendente essa terceira etapa e a aprovação pela Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA). Mesmo assim, a expectativa é de que ela tenha completado o trâmite em outubro, segundo o argentino, especialista em doenças infecciosas pediátricas.

Cané afirmou que a FDA priorizou essa vacina para “avaliação rápida” com base nos resultados bem-sucedidos da primeira fase do desenvolvimento clínico, o que dá “esperança de que tenhamos uma vacina antes do final do ano para que possa ser usada”.

Para o argentino, uma vacina eficaz e segura é aquela que não cause danos às pessoas que recebem a dose, é capaz de prevenir a Covid-19 e pode ser produzida “em grande número em um curto período de tempo”.

NÚMERO REALISTA DE VACINAS

Cané disse que há algumas semanas a empresa iniciou a produção de BNT162 e espera ter 100 milhões de doses até o final do ano e cerca de 1,3 bilhão “a nível global” até o final de 2021.

Sobre se 100 milhões serão suficientes para atacar a pandemia nos Estados Unidos, onde até agora houve cerca de 4 milhões de casos e mais de 142.200 mortes, o especialista disse que é um número “realista”.

“Não há nenhum produtor atual de vacinas que possa garantir que nos próximos dois, três ou seis meses eles possam produzir 7 bilhões ou 7,5 bilhões de doses para a população mundial”, comentou.

O executivo ressaltou que a tarefa que os governos e organizações de saúde têm pela frente é dar prioridade aos países mais infectados e às pessoas mais vulneráveis, porque o fornecimento “terá limitações em todos os países do mundo”.

EM QUAL ESTAÇÃO É PIOR?

O argentino enfatizou que, nos primeiros sete meses da pandemia, muito foi aprendido sobre a dinâmica da doença e como o vírus se comporta em pessoas de diferentes idades.

Entretanto, ele acrescentou que também há “muitas respostas que ainda não existem” e dependem do futuro acompanhamento dos pacientes e daqueles que foram vacinados.

Nesse sentido, disse ele, não se sabe sobre a imunidade daqueles que contraíram o vírus, nem se será necessária uma terceira dose da vacina, por exemplo.

Cané explicou que a vacina da Pfizer e da BioNTech foi projetada para duas doses, a segunda 21 dias após a aplicação da primeira.

“Não podemos responder a isso agora, porque estamos apenas começando a fase de vacinação em testes clínicos”, afirmou.

Por outro lado, ele destacou que é necessário mais tempo para entender os efeitos a longo prazo da doença e ter certeza de sua sazonalidade, ou seja, se ela circula mais no inverno ou no verão.

Cané contou que foram detectados “comportamentos díspares, diferentes no ciclo outono para a primavera no hemisfério norte e no ciclo outono para o inverno no hemisfério sul”.

Porém, até agora, segundo ele, o coronavírus “não se comportou como o da influenza, e é preciso mais tempo para dar essa resposta”.

O que é claro, de acordo com o argentino, é a urgência da vacina para controlar a pandemia, porque até agora a “única forma de prevenção” é o conselho repetido por governos e especialistas.

“Todos aprendemos que o distanciamento social, o uso de máscaras e a lavagem regular e repetida das mãos são, por enquanto, as únicas medidas eficazes na prevenção”, disse.

“Nenhum país do mundo estava preparado para enfrentar uma situação como a que a Covid-19 nos expôs como uma doença”, acrescentou. (23 de julho de 2020, EFE / PracticaEspañol)

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